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Notas sobre ELA!

17:11Rafaela Namorato

Não! Este não é um post dedicado a Zack Magiezi e suas incríveis notas sobre ela. Até poderia ser, mas não vai ser agora!

Este post vem apresentar um coletivo de mulheres que trabalham e amam o meio cervejeiro, mas que estão cansadas de ouvir e sofrerem abusos pelo fato de serem mulheres. Estamos falando do ELA.

A MOBILIZAÇÃO DO ELA CONTRA O MACHISMO NO MERCADO CERVEJEIRO

Cerveja produzida pelo grupo terá lucro revertido a entidades de apoio à mulher vítima de violência.

O ELA é um grupo formado por 65 mulheres atuantes no mercado das cervejas artesanais que, cansadas do machismo no setor, criaram o coletivo com o intuito de valorizar o trabalho feminino nesse meio e denunciar ações machistas dentro da indústria cervejeira e da sociedade em geral.São mestres-cervejeiras, beer sommeliers, professoras, juízas de concursos, apreciadoras, empresárias e especialistas do Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Mulheres do grupo ELA
Divulgação ELA

O projeto tomou forma em maio deste ano, após a divulgação de um rótulo de cerveja que explorava negativamente a imagem da mulher, fazendo surgir a ideia do coletivo, em busca de respeito às mulheres no meio cervejeiro.

Para comemorar sua criação, elas produziram um rótulo exclusivo com estilo, receita, nome e identidade visual elaborados e escolhidos por todas. A Cervejaria Dádiva, de Várzea Paulista/SP, cedeu o espaço e os equipamentos, mas foram elas que fizeram todo o trabalho. “Fizemos CIP (desinfecção) no tanque, moemos e arriamos o malte, enfim, produzimos a cerveja com as nossas mãos e temos muito orgulho disso”, afirma a beer sommelier Aline Smaniotto Tiene, gerente comercial e de marketing da Cervejaria Dádiva e uma das idealizadoras do projeto.

O estilo escolhido foi o American Barley Wine, com amargor acentuado, fugindo do estereótipo de que mulheres preferem cervejas leves e doces. Leva maltes tostados e lúpulos americanos e tem 10% ABV. A cerveja ELA foi produzida no começo de julho e deve estar disponível para comercialização ainda neste semestre.

O lucro obtido com a comercialização da cerveja será doado a entidades que acolhem mulheres vítimas de violência, para chamar ainda mais atenção às questões de machismo. “Falar sobre machismo e feminismo é muito amplo. Escolhemos, então, tratar dessas questões dentro da nossa realidade e a nossa realidade é o mundo da cerveja”, complementa Aline.

O coletivo pode ser acompanhado nas redes sócias através do @cervejaporelas.


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